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www.metalvox.com.br - 09.05.2003
Por Marcelo Antunes
Nota: 7,5/10
Com apenas 3 anos de formada, a Plexus, banda de Heavy Metal de Salvador/BA já lançou um Departure (2001 - EP que saiu em digipack), duas coletâneas em 2002 e agora, em 2003, após cinco meses em estúdio, lança o seu primeiro álbum oficial, com a formação um pouco alterada, com a saída do antigo vocalista. Para o seu posto ficou o guitarrista da banda, Marcelo Martins, na bateria Iassa (Ex-Headhunter D.C. e Ex-Zona Abissal) e no baixo, o competente Ricardo Sobrinho (Carnified). Produzido por Martin Mendonça, figura conhecida na cena de Salvador, este álbum nos traz uma banda mais madura e técnica, cheia de contratempos em sons mais cadenciados e bem estruturados, como “Natural Born Leaders”, “Once In A Heart” (bem pesada), a instrumental “Ronin” e “Arrival”, com influências que ao do Iron Maiden aos trabalhos mais cadenciados do Megadeth. O vocal, apesar de bem afinado, não soa tão expressivo na gravação, ao mesmo tempo em que as guitarras estão bem timbradas e a cozinha é muito boa, com destaque para a bateria de Iassa. Um bom álbum, entretanto, sem muitas variações ao longo do mesmo, ou seja, precisava de um “algo a mais”, um diferencial, que hoje é bastante necessário para distinguir as diversas bandas existentes na cena atual. mailto:marcelo@plexusband.com http://www.plexusband.com/ (MA - 09/05/2003)
www.skyhell.net - 22.05.2003
Por Henrique Meireles
Nota: 8.50/10
Sinto-me muito orgulhoso em ser da mesma cena onde bandas como Malefactor, Tharsis, Headhunter DC, Carnified, Mystifier, Zona Abissal (alguém se lembra?), Drearylands, Deformity BR dentre muitas outras ótimas bandas já lançaram material e mais uma grande banda acaba de lançar seu debut: a Plexus. A banda lutou bastante para ter esse lançamento no mercado tanto que não esperou nem gravadora nem selo lança-lo e isso foi a coisa mais certa que eles fizeram. O disco é lançado de forma independente e prensagem industrial, tudo maravilhoso, qualidade da gravação excepcional, material de primeira qualidade mesmo! Antes de lançar seu debut a banda já passou por duas coletâneas e lançou também de forma independente o EP Departure que por sinal o som do disco está totalmente diferente do que no EP, o que mostra uma coragem da banda em apostar em não manter a mesma fórmula do bem sucedido lançamento anterior ao disco. E apostaram e acertaram pois o disco está beirando o Thrash Metal à la Megadeth em muitas faixas como as magníficas Natural Born Leaders, Second Earth e Written Rules e umas guinadas ao rock’n’roll básico como podemos ouvir na faixa Heartbreaker. A formação que gravou esse disco não foi a mesma que gravou o EP pois somente ficaram Marcelo (G/V), Iassa (D) e Ricardo (B) sendo que o vocal de Marcelo ficou muito bom neste disco. É importante salientar que a banda já chamou outro integrante para as seis cordas, Maynard, que com certeza irá aumentar o peso das músicas ao vivo. Este disco não tem balada alguma o que mostra uma banda sem frescuras e agressiva nas músicas e nas letras. Apenas um ponto negativo (se é que podemos dizer que é negativo) neste disco é que as guitarras estão muito baixas em relação aos outros instrumentos mas isso não tira o brilho do trabalho dos caras pois como eu disse antes está magnífico! Mais uma vez repito: gravadoras, eis mais uma amostra do que o metal nacional é capaz de produzir. Com uma divulgação digna e um trabalho honesto e sério com a Plexus, ela será mais uma banda brazuca a conquistar muitos objetivos. Apóie o metal nacional comprando os discos das bandas e/ou indo a shows.
www.mestresdometal.hpg.com.br - 23.05.2003
Ewerton Laraia
NOTA: 10/10
PLEXUS - PLEXUS - Vem da Bahia a próxima banda a estourar na cena do Metal nacional. Quando escutei pela primeira vez o álbum auto-intitulado (que é independente) eu fiquei impressionado com a qualidade da gravação, simplesmente à altura das melhores produções mundiais. O Mesmo vale dizer no que tange a parte gráfica. Quanto à qualidade musical, que é o mais importante, quem vos escreve só pode dizer uma palavra: Animal!!! O Power Trio formado por Iassa na Bateria, Ricardo Sobrino no baixo e o anormal Marcelo Martins no vocal e nas guitarras. Digo anormal, pois é impressionante o que este cara toca e canta - riffs muito criativos como nas faixas "Ronin", "Heartbreaker" e "Written Rules", músicas estas que têm melodias magníficas e que também são destaques do álbum, ao lado de todas as outras faixas. No que se refere às vozes, ele canta muito em todas, sem exceção. Mas você deve estar se perguntando: "qual é o estilo da banda?"... E eu respondo: para dizer a verdade, esta banda não tem só um estilo - ora eles tocam um Heavy Metal Tradicional, em outras faixas um quase Trash Metal à lá Nevermore e bandas "Bay Área" e em muitos momentos um Hard Rock bem agitado, tudo com muito bom gosto e talento. O CD só tem um ponto negativo: não consegui entender como uma banda tão boa como esta não tem gravadora. Diante disso, não me resta alternativa que não insurgir e implorar para uma gravadora contratar esses caras, pois têm talento e criatividade que estão em escassez ante a quantidade de mesmices que temos por aí nos dias de hoje.
www.songweb.com.br - 23.05.2003
Por Valdir Antonelli
A Bahia é muito mais conhecida pela axé ou bunda music do que por qualquer outro estilo, mas isso não quer dizer que não se faça rock por lá. E quando eu digo rock, falo de todos os estilos, desde o pop, passando pelo hardcore e indie até chegar no metal. E a banda Plexus é uma destas que nada contra a corrente da baianidade e da malemolência que, dizem, faz parte dos baianos. O Plexus, num primeiro momento, parece atirar para todos os lados, Natural Born Leaders e a instrumental Ronin lembram Metallica do inicio da carreira - queria saber porque ninguém foi influenciado pelo novo Metallica - Second Hearth tem um que de hard rock, Heartbreaker tem instrumental inspirado no Maiden com a disputa entre duas guitarras e por aí vai. Para este trabalho, o primeiro CD oficial da banda, eles perderam o vocalista Gabriel Melo e o guitarrista Ricardo de Abreu, mesmo não tendo ouvido o EP de estréia do Plexus, estas saídas, aparentemente, não afetaram o trabalho do grupo, já que este novo trabalho mostra uma banda confiante no que esta fazendo. O novo vocalista Marcelo Martins, que também toca guitarra, esta bem afiado e fez um bom trabalho vocal, apesar de alguns deslizes como no refrão de Once in a Heart. No fundo, esta mescla de estilos não apaga a excelente produção do álbum, que mesmo sendo independente esta no mesmo patamar de qualquer lançamento via grandes gravadoras, e contam com a sorte de que não é preciso tocar em rádio para venderem e se tornarem conhecidos. O trabalho, totalmente em inglês, é voltado para o mercado externo que já conhece a qualidade do metal feito no Brasil, mas corre-se o risco dele ser mal interpretado por fãs mais radicais exatamente por não seguirem a mesma linha em todas as músicas. O disco abre com Natural Born Leaders, que, como já dissemos, lembra Metallica, e logo depois, em Second Hearth, a banda lembra Skid Row da fase Monkey Business para em seguida, em Written Rules, cair em algo mais próximo a Motley Crue. Mesmo com uma bateria pesada, com dois pedais e riffs que chegam ao trash o que mais chama a atenção é mesmo uma influência do metal feito nos anos 80, principalmente de bandas como Ratt e as já citadas Motley Crue e Skid Row. Dêem uma sacada em Not a Chance antes de me crucificarem. Once in a Heart tem uma pegada sensacional, começando com um dueto de guitarra e bateria animal, metal clássico dos bons. Arrival tem um começo com digno de Steve Harris e os duelos de guitarra, totalmente Iron Maiden, voltam aqui. Pena que isso seja apenas efeito, já que o grupo tem apenas um guitarrista então ao vivo não sei como se irão se virar. Apesar deste trabalho não ter um rosto único, o que parece ser um mal que assola boa parte das bandas nacionais de metal, o disco é bom e vale a grana gasta para eles mandarem o CD pra você lá da Bahia. E o que mais surpreende é que eles, com a saída do antigo vocal e guitarrista, são um power trio, e conseguem fazer mais barulho que muita banda por aí com dois guitarristas.
www.rockbrigade.com.br - 13.05.2003
Por Fernando Souza Filho
Nota 8,5 de 10
Para um disco totalmente independente, impressiona a qualidade da gravação e o tremendo capricho do material de divulgação do conjunto. É
coisa profissa mesmo, que anda ausente até mesmo em bandas já consagradas, com contrato assinado. Porém, o que mais chamam atenção no
trabalho do Plexus não é nem esse louvável e importantíssimo profissionalismo. O que realmente encanta é a qualidade das composições!
Ora heavy metal tradicional, ora hard rock nervoso, o trabalho do conjunto prima por fazer músicas contagiantes, revelando, acima de tudo,
compositores de altíssima qualidade. Comece a ouvir esse CD pela faixa Heartbreaker e você se vê diante de uma introdução com duetos de
guitarra à la Maiden e refrão hard rock, uma alquimia que funciona com perfeição nas mãos do Plexus. Em Second Earth, a introdução parece saída
de algum disco do AC/DC, mas o miolo da música tem algo de metal épico que é contagiante. Confira também as ótimas Written Rules, Natural Born Leaders e Ronin (bem na linha Metallica dos anos 80). Até as pequenas escorregadelas do vocal soam charmosas e parecem propositais. Tá difícil achar esse CD por ser independente? Tente www.plexusband.com
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